Uma nova lei, PL 2159/2021, mais conhecida como “PL da Devastação”, está perto de ser aprovada e ameaça o futuro de cidades como Joanópolis. De forma simples, essa lei facilita em muito a liberação de obras e atividades que desmatam e poluem o meio ambiente.

Para Joanópolis, que obtém boa parte de sua renda a partir do turismo e de suas belezas naturais, o risco é enorme.

O que está em jogo?

  • Economia Local: Mais da metade da renda e dos empregos de Joanópolis vem do setor de serviços, principalmente do turismo. As pessoas visitam a cidade para ver a Cachoeira dos Pretos, observar pássaros, caminhar nas trilhas e visitar a Represa do Jaguari, imersas na natureza. É a natureza preservada que gera empregos e movimenta o comércio.
  • Destruição da Paisagem: Com a nova lei, fica mais fácil conseguir permissão para construir condomínios e outras obras em áreas de mata e perto de nascentes. A lei permite até que o próprio empreendedor declare que seu projeto não causa grande impacto, sem precisar de uma análise técnica. Isso vai destruir as paisagens que atraem os turistas.
  • Poluição da Água: Menos fiscalização significa um risco maior de poluição para os rios e para a represa que abastece a cidade de São Paulo. A água, essencial também para o turismo, a pesca e o abastecimento da cidade, pode ficar suja, fedida e contaminada. Isso prejudica a saúde de todos e espanta qualquer visitante.
  • Aumento do Risco de Desastres: A vegetação nativa em morros e nas beiras dos rios funciona como uma proteção natural. Ela firma a terra e absorve a água da chuva. Ao permitir o desmatamento dessas áreas sensíveis, a nova lei vai aumentar o perigo de desastres ambientais. Com chuvas fortes, o solo fica exposto e pode haver mais deslizamentos de terra. Além disso, a água corre sem barreiras para os rios, provocando assoreamento e enchentes mais fortes e frequentes, colocando pessoas e propriedades em risco.
  • Mata Atlântica Ameaçada: A lei também enfraquece as regras de proteção da Mata Atlântica, a vegetação nativa da região. Fica mais difícil para a prefeitura impedir o desmatamento e cuidar do seu patrimônio natural insubstituível.

O “PL da Devastação” passa a ideia enganosa de progresso rápido, mas o custo para Joanópolis será a perda irrecuperável de sua principal riqueza: a natureza. A cidade vai trocar um futuro sustentável baseado no turismo ecológico e na exploração racional, por um crescimento desordenado que deixará um rastro de sujeira, pobreza e destruição.

A esperança é que o presidente vete essa lei, impedindo um retrocesso que terá consequências graves e permanentes.

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Manifesto do Coletivo EcoJoá Contra o PL 2159/2021: Em Defesa do Nosso Futuro

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